T&D360 News - Ed 10

Panorama

Nem tudo que é ouro brilha.

Gustavo Brito

·

11 de ago. de 2025

TRENDS

Há uma tendência se transformando cada vez mais em realidade no mundo da educação corporativa: a consciência de que branding não é luxo, mas estratégia incontornável de T&D. Marcas como o Sírio-Libanês (maior hospital da América Latina) e Abbvie (gigante farmacêutica ligada à americana Abbott) recém tiveram suas academias de liderança redesenhadas (tive a honra de liderar a entrega da arquitetura de ambas) e junto às academias, fizeram questão de contratar a criação do branding das academias. Outra grande empresa que apostou muito em branding para sua educação foi o Grupo Boticário, que acabou gerando um case premiado em múltiplas categorias pelo seu branding:

linkedin.com
Finalmente recebemos os troféus do Prêmio Bornancini de Design…

Nosso ponto aqui é simples. Branding não é luxo. Branding é estratégia de gestão de valores intangíveis de uma marca que, como qualquer outra, compete em um contexto cada vez mais duro pela commodity mais cara que existe no mercado: A atenção das pessoas. Se a sua educação corporativa não leva isso em conta, ela já sai lá atrás na corrida, sabia?

INSIGHTS

Um dos problemas mais clássicos da educação corporativa é a relação com o time de comunicação corporativa. É muito comum que a comunicação corporativa de uma empresa seja a única responsável por comunicar diretamente com os colaboradores, o que complica demais a estratégia de branding e marketing internos da educação corporativa, pois comunicar valores intangíveis já é difícil, comunicar valores intangíveis de educação é mais do que difícil, é tarefa sofisticada.

Vender produtos educacionais (onde se lê vender, leia-se comunicar para atrair e converter) é realmente uma atividade que requer conhecimento profundo dos produtos e de suas naturezas específicas, algo que raramente se encontra nos times de comunicação corporativa, não por falha deles, mas por estarem focados em trezentas outras coisas.

Por isso, um dos caminhos possíveis para "azeitar" essa relação entre educação e comunicação sem ferir os princípios, as regras, as cadências de endomarketing da empresa passa por trabalhar uma aliança amistosa com as lideranças de comunicação, mas não só isso. Passa por um processo de educação dessas mesmas lideranças e da alta liderança sobre o que é educação, como ela funciona e qual o tamanho da importância da comunicação para que o seu sucesso não dependa de brilharecos ocasionais. É um trabalho diplomático minha gente. Sem ele, fica bem difícil, viu?

STORYTELLERS

Não há por essas terras brasileiras quem entenda melhor o valor do branding do que a reconhecidíssima Ana Couto , CEO e fundadora da agência que carrega seu nome e diversas premiações nacionais e internacionais. Se você, que trabalha com T&D, quer entender melhor como o branding é estratégico e valioso, então uma leitura essêncial é o livro abaixo:

amazon.com.br
A (r)evolução do branding

Se você é um profissional de treinamento e desenvolvimento e ainda não mergulhou no livro 'A (R)evolução do branding' da Ana Couto, está perdendo tempo... Essa leitura é um verdadeiro abre-olhos para quem quer ver seus esforços de educação brilhar dentro de uma organização. Quer alinhar ações e valores e construir uma relação emocional entre seu público-alvo e sua educação? Este livro é te ajuda. Ele vai te dar aquele empurrãozinho necessário para virar o jogo e fazer sua equipe pensar de forma mais sistêmica.

AI & TECH

Se o branding, pelo branding, já é um atributo incrível e que transforma definitivamente o jeito como as pessoas se relacionam com marcas, imagina o que ele não pode fazer quando caminha com o apoio de inteligências artificiais? Pois é...dá uma lida aqui:

gridb2b.com
How AI is Changing the Face of Brand Marketing

A IA tá cutucando todos os cantos do marketing. Desde entender profundamente o que o consumidor quer (muito mais do que ele mesmo sabe), criando campanhas hiperpersonalizadas, até prever tendências de mercado com uma precisão quase assustadora. Não é exagero dizer que ela virou uma espécie de bola de cristal do marketing moderno.

Claro que ainda rola aquele medo de ser engolido por tanta tecnologia, mas o texto reforça que por mais que a IA aprenda e evolua, ela ainda não tem o “tempero humano” — aquele toque criativo, empático e estratégico que só a nossa cabeça consegue entregar. E é aí que está o ouro: saber usar a IA como uma parceira e não como substituta.

Resumindo? Ignorar a IA no marketing atual é tipo tentar remar contra um tsunami. Quem não se atualizar vai ficar comendo poeira. A revolução já começou — e ou você surfa essa onda ou vai ver ela passar de longe.

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